Arqueologias do sensível: do fundo antropológico às figurações da cidade e do corpo
DOI:
https://doi.org/10.62507/issn.2176-6479.v50i1.805Palavras-chave:
Arqueologias do sensível, fundo antropológico, figurações, cidade, corpoResumo
As raízes antropológicas da arte absorvem, fixam, conduzem e armazenam a necessidade intrínseca do ser humano de comunicar, ritualizar e dar sentido à sua existência. Desde uma perspectiva original, a criação não nasceu como objeto de decoração ou entretenimento, mas como um meio fundamental de sobrevivência sensível, cognitiva e social da espécie.
A arte paleolítica e tribal exercia três funções coletivas: magia e propiciação ritual; coesão social e mitologia; pensamen- to simbólico e cognição. Na sua evolução, o fato artístico percorre o trajeto do sagrado ao estético, deixando em evidência poder e divindade; humanismo e individualismo; autonomia e estética, até alcançar a performance radical dos dias de hoje, fortemente influenciada pela globalização, pela tecnologia e pelo mercado.
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