A REVOLUÇÃO ESTÉTICO-TECNOLÓGICA
Palavras-chave:
sujeito, simulacro, sociedade de consumo, inteligência artificial, estéticaResumo
O presente artigo propõe uma reflexão crítica sobre os efeitos estético- tecnológicos da sociedade contemporânea, tomando como base o conceito do sujeito maquínico e sua imersão nas lógicas da sociedade de consumo e do simulacro. Derivado da pesquisa de mestrado da autora — cujo foco recai sobre o cinema de ficção científica como espaço simbólico de mediação entre homem, máquina e linguagem — o texto atualiza e expande essa análise à luz das transformações provocadas pela inteligência artificial, pela hiperprodução de imagens e pelos deslocamentos identitários mediados por tecnologia. O cinema, aqui compreendido como uma das grandes invenções modernas, é resgatado não apenas como dispositivo narrativo, mas como suporte técnico e sensível para observar os atravessamentos entre realidade, ficção, design e subjetividade. Através de um olhar ensaístico-teórico, o artigo convida à reflexão sobre o modo como as formas culturais, hoje, são mobilizadas não apenas para representar o mundo, mas para simular realidades — apagando a fronteira entre o estético e o operacional, o humano e o maquínico.
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