REGENERAÇÃO DE ÁREAS FERROVIÁRIAS DEGRADADAS: DESIGN REGENERATIVO SOCIOAMBIENTAL E DE GOVERNANÇA APLICADO AO DESENVOLVIMENTO DOS TRANPORTES PÚBLICOS

Autores

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  • Matheus Franco da Rosa Lopes Centro Universitário Belas Artes de São Paulo image/svg+xml

Palavras-chave:

ferrovias, desenvolvimento urbano, sustentabilidade, socioambientalismo

Resumo

Com a introdução das ferrovias em nosso país, a partir do século XIX, além do progresso econômico, surgiu uma série de transformações na sociedade, acompanhadas por desafios ambientais, sociais e governamentais, especialmente nas áreas circunvizinhas às linhas ferroviárias. Para escoar o progresso, as áreas ao redor da ferrovia sofreram degradação ambiental, social e econômica, resultando na transformação das margens da ferrovia em locais onde se concentram problemas como a moradia de populações vulneráveis, o aumento da criminalidade, a escassez de oportunidades de trabalho e a deterioração do tecido social. É fundamental identificar essas áreas e implementar programas que não apenas impulsionem o avanço da ferrovia por meio de obras ferroviárias, mas também promovam o desenvolvimento social e econômico da população. Além disso, é crucial desenvolver um projeto interno de gestão que não só fomente o crescimento da comunidade adjacente às ferrovias, mas também promova a regeneração ambiental e social, enfatizando soluções adequadas para a sustentabilidade – o socioambientalismo. Neste trabalho, será abordado como o modal de transportes públicos atua em relação a esse ponto, com exemplos e análises de caso do fluxo metropolitano intermunicipal proporcionado pela CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

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Biografia do Autor

Flávio Eduardo Torresan, Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Com a introdução das ferrovias em nosso país, a partir do século XIX, além do progresso econômico, surgiu uma série de transformações na sociedade, acompanhadas por desafios ambientais, sociais e governamentais, especialmente nas áreas circunvizinhas às linhas ferroviárias. Para escoar o progresso, as áreas ao redor da ferrovia sofreram degradação ambiental, social e econômica, resultando na transformação das margens da ferrovia em locais onde se concentram problemas como a moradia de populações vulneráveis, o aumento da criminalidade, a escassez de oportunidades de trabalho e a deterioração do tecido social. É fundamental identificar essas áreas e implementar programas que não apenas impulsionem o avanço da ferrovia por meio de obras ferroviárias, mas também promovam o desenvolvimento social e econômico da população. Além disso, é crucial desenvolver um projeto interno de gestão que não só fomente o crescimento da comunidade adjacente às ferrovias, mas também promova a regeneração ambiental e social, enfatizando soluções adequadas para a sustentabilidade – o socioambientalismo. Neste trabalho, será abordado como o modal de transportes públicos atua em relação a esse ponto, com exemplos e análises de caso do fluxo metropolitano intermunicipal proporcionado pela CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Matheus Franco da Rosa Lopes, Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Doutor (2019-2022) e Mestre (2016-2018) pela Universidade Presbiteriana Mackenzie na área de Teoria e Projeto, recendo uma bolsa CAPES modalidade I (2020-2022). Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2010-2015). Professor nas Disciplinas "Paisagem Cultural: Patrimônio Urbano e Arquitetônico" e "Estudos de caso: da cidade ao edifício" no curso de Pós-Graduação Lato-Sensu do Centro Universitário Belas Artes (1Sem/2020-atual), além de orientador de trabalhos de conclusão de curso (TCC). Atua como Coordenador e Diretor Substituto na Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC) da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo (2025-atual). É Conselheiro no Condephaat (2024-atual).

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Publicado

17-04-2026

Como Citar

TORRESAN, F. E.; LOPES, M. F. da R. REGENERAÇÃO DE ÁREAS FERROVIÁRIAS DEGRADADAS: DESIGN REGENERATIVO SOCIOAMBIENTAL E DE GOVERNANÇA APLICADO AO DESENVOLVIMENTO DOS TRANPORTES PÚBLICOS. Revista Belas Artes, [S. l.], v. 48, n. 2, p. 43–75, 2026. Disponível em: https://revistas.belasartes.br/revistabelasartes/article/view/746. Acesso em: 30 abr. 2026.