TRADUÇÃO DAS ARTES VISUAIS: DESIGN UNIVERSAL PARA DEFICIENTES VISUAIS EM MUSEUS E CENTROS CULTURAIS
Palavras-chave:
Design Universal, Design Inclusivo, Arte inclusiva, Centros culturais inclusivos, Pessoas com deficiência visualResumo
O artigo em questão teve como meta o desenvolvimento de ações para facilitar o entendimento e a experiência das artes visuais em centros culturais e museus, usando estudo de campo com pessoas com deficiência visual para fundamentar o desenvolvimento de réplicas, incluindo a tradução das cores para apreciação multissensorial por este público. No Brasil não existe nenhuma instituição cultural que possua obras itinerantes, com coleções de artes adaptadas a este público. O que é mais comum no país são espaços culturais que contêm coleções com obras pontuais ou fixas, que deixam de ser interessantes com o passar do tempo. As entrevistas com as pessoas com deficiência visual mostraram os diversos problemas e dificuldades enfrentados por esta população, que acabam por impedir sua circulação natural nestes espaços culturais - que vão desde barreiras arquitetônicas, comunicação, obras não universais e, até mesmo, funcionários despreparados. Por meio do design universal foram estudadas e criadas intervenções para que centros culturais e museus ofereçam uma experiência museológica e cultural adaptada, em favor das pessoas com deficiências visuais, com baixo custo e utilizando tecnologia já existente. Oferecendo, assim, uma experiência mais completa e expandida a este público.
Referências
ACESSIBILIDADE. In: Mapa das Organizações da Sociedade Civil. Brasil, [200-?]. Disponível em: < https://mapaosc.ipea.gov.br/acessibilidade>. Acesso em: 31 ago. 2025.
ACESSIBILIDADE cultural não é opção, mas necessidade. Sesc SP, 2017. Disponível em: <https://www.sescsp.org.br/online/artigo/11572_ACESSIBILIDADE+CULTURAL+NAO+E+OPCAO+MAS+NECESSIDADE>. Acesso em: 30 ago. 2025.
ALVES, Vera Lucia Rodrigues; PACHECO, Kátia Monteiro De Benedetto. A história da deficiência, da marginalização à inclusão social: uma mudança de paradigma. Acta Fisiátrica. São Paulo, v. 14, n. 4, p. 242-248, 2007. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/102875/101168>. Acesso em: 29 ago. 2025.
AMTHOR, Frank. Neurociência para Leigos. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018. 360 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Dispõe sobre a acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Norma Brasileira, n. 9050, 2020, 68 p. Comitê Brasileiro de Acessibilidade.
BONFIM, Gabriel. Body and Soul. Tactography, 2016. Disponível em: < https://www.cultura.sc.gov.br/programacao/786-a-arte-de-gabriel-bonfim-de-fotografia-a-tactography/>. Acesso em: 31 ago. 2025.
BONFIM, Gabriel. De Fotografia à Tactography, 2016. Disponível em: <https://mis-sp.org.br/exposicao/de-fotografia-a-tactography/>. Acesso em: 26 ago. 2025.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Institui um Estado Democrático, a partir de Assembleia Nacional Constituinte. Brasília, 5 out. 1988.
BRASIL. Decreto n° 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção e dá outras providências. Brasília, 20 dez. 1999.
BRASIL. Decreto n° 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Regulamenta as leis que dão prioridade de atendimento e que estabelecem normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida e dá outras providências. Brasília, 2 dez. 2004.
BRASIL. Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989. Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - Corde, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes e dá outras providências. Brasília, 24 out. 1989.
BRASIL. Lei n° 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, 6 jul. 2015.
CAMBIAGHI, Silvana. Desenho universal: métodos e técnicas para arquitetos e urbanistas. 3 ed. São Paulo: Senac, 2012. 272 p.
CAMPOS, Izilda Maria de; SÁ, Elizabet Dias de; SILVA, Myriam Beatriz Campolina. Atendimento Educacional Especializado. Brasília: Ministério da Educação, Secretária de Educação à Distância, 2007. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf>. Acesso em: 28 ago. 2025.
CARDOSO, Rafael. Design para um mundo complexo. São Paulo: Ubu, 2016. 228 p.
CENSO Brasileiro de 2010. Prefeitura de São Paulo, 2019. Disponível em: <https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/pessoa_com_deficiencia/cadastro_inclusao/dados_censoibge/index.php?p=43402>. Acesso em 21 ago. 2025.
CERCA de 80% das informações que uma pessoa recebe vêm dos olhos. Portal G1 - Bem Estar, 2011. Disponível em: <http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/10/cerca-de-80-das-informacoes-que-uma-pessoa-recebe-vem-dos-olhos.html>. Acesso em: 20 ago. 2025.
CORRER, Rinaldo. Deficiência e inclusão social: construindo uma nova comunidade. Bauru: Edusc, 2003. 124 p.
DINIZ, Debora. O que é deficiência. 1 ed. São Paulo: Brasiliense, 2007. 89 p.
FLUSSER, Vilém. Uma filosofia do design: a forma das coisas. Tradução: Sandra Escobar. Lisboa: Relógio D’Água, 2010. 152 p.
FUNDAÇÃO DORINA NOWILL PARA CEGOS. A deficiência?. Disponível em: <https://fundacaodorina.org.br/a-fundacao/a-deficiencia/ >. Acesso em: 31 ago. 2025.
GARCEZ, Lucília; OLIVEIRA, Jô. Explicando a Arte - Uma iniciação para entender e apreciar as artes visuais. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. 160 p.
GAUCHE, Ricardo; SALLES, Paulo Sérgio Bretas de Almeida (Org.). Educação Científica, Inclusão Social e Acessibilidade. Araçatuba: Cânone Editorial, 2011. 180 p.
GIL, Marta (Org.). Deficiência visual. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação à Distância, 2000. 80 p. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/deficienciavisual.pdf> Acesso em: 31 ago. 2025.
GOMES, Daniela; QUARESMA, Manuela. Introdução ao Design Inclusivo. 1 ed. Curitiba: Appris, 2018. 197 p.
HADDAD, Paula. Acessibilidade: inclusão sem barreiras. Diversa, 2013. Disponível em: <https://diversa.org.br/artigos/inclusao-sem-barreiras/>. Acesso em: 31 ago. 2025.
HERNÁNDEZ, Francisca Hernández. Museomanía. Patrimonio Cultural. Chile, [s.v.], n. 37, p. 26, 2005. Disponível em: <http://www.patrimoniodechile.cl/sitio/Secciones/Edicion-impresa/72980:Revista-Patrimonio-Cultural-N-37>. Acesso em: 28 ago. 2025.
HORMESS, Markus; LAWRENCE, Adam; SCHNEIDER, Jakob; STICKDORN, Marc. Isto é design de serviço na prática: como aplicar o design de serviço no mundo real – Manual do Praticante. Porto Alegre: Grupo A - Bookman, 2020. 564 p.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAÍSTICA. Pesquisa Nacional de Saúde – Tabela 5753 – Pessoas com deficiência visual, total, percentual e coeficiente de variação, por grupos de idade e situação do domicílio. 2013. Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/tabela/5753>. Acesso em: 31 mai. 2025.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Principais resultados - Características gerais da população, religião e pessoas com deficiência. 2010. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9662-censo-demografico-2010.html?edicao=9749&t=destaques>. Acesso em: 28 ago. 2025.
KÖPTCKE, Luciana Sepúlveda. O Observatório de Museus e Centros Culturais: uma agenda de pesquisa para a democracia cultural. Rio de Janeiro, 2007. Disponível em: <http://www.fiocruz.br/omcc/media/artigoUNIRIO.pdf>. Acesso em: 27 ago. 2025.
LONGMAN, Gabriela. Mostra multissensorial ‘Arte pra Sentir’ toca só superfície da questão. Folha de São Paulo, 2018. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/08/mostra-multissensorial-arte-pra-sentir-toca-so-superficie-da-questao.shtml>. Acesso em: 31 ago. 2025.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Censo Demográfico de 2020 e o mapeamento das pessoas com deficiência no Brasil. Brasília: Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas - Coordenação Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência, 2019. 15 p. Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cpd/arquivos/cinthia-ministerio-da-saude>. Acesso em: 29 ago. 2025.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria nº 3.128, de 24 de dezembro de 2008. Define que as Redes Estaduais de Atenção à Pessoa com Deficiência Visual sejam compostas por ações na atenção básica e Serviços de Reabilitação Visual. Brasília, 24 dez. 2008.
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. 1 ed. Espírito Santo: Projeto PCD Legal, 2014. 124 p. Disponível em: <http://www.pcdlegal.com.br/convencaoonu/wp-content/themes/convencaoonu/media/pdf/ONU_Cartilha-dvisual.pdf>. Acesso em: 28 ago. 2025.
QUAL é o melhor dos sentidos? Cientistas debatem para decidir. Revista Galileu, 2019. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2019/05/qual-e-o-melhor-dos-sentidos-cientistas-debatem-para-decidir.html>. Acesso em: 28 ago. 2025.
RANGEL, Maria Luíza et al. Deficiência visual e plasticidade no cérebro humano. Psicologia: teoria e prática. São Paulo, v. 12, n. 1, p. 197-207, 2010. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872010000100016>. Acesso em: 30 ago. 2025.
SIANI, Phelipe. Museu de SP recebe exposição de fotografias para deficientes visuais. G1, 2016. Disponível em: <http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/10/museu-de-sp-recebe-exposicao-de-fotografias-para-deficientes-visuais.html>. Acesso em: 30 ago. 2025.
TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Museu de Arte e Público Especial. Orientadora: Ana Mae Tavares Bastos Barbosa. 1999. 200 f. Dissertação (Mestrado em Artes) - Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999. Disponível em: <http://arteinclusao.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Dissertacao-mestrado_com_ilustracao.pdf>. Acesso em: 27 ago. 2025.
TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Políticas Públicas Culturais de Inclusão de Públicos Especiais em Museus. Orientadora: Maria Helena Pires Martins. 2007. 322 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em: <https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-19032008-183924/publico/AmandaTojal.pdf>. Acesso em: 28 ago. 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 William de Souza Castro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os trabalhos publicados na Revista Belas Artes têm como modelo da licença de no padrão Creative Commons, com obrigação da atribuição do(s) autor(es), proibição de derivação de qualquer material publicado e comercialização. Ao concordar com os termos, o(s) autor(es) cedem os direitos autorais à Revista Belas Artes, não podendo ter licenciamento alterado ou revertido de maneira diferente do Creative Commons (by-nc-nd). Informações adicionais em: creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0