IMAGENS-FLUXO ESVAZIAMENTOS E RETRATOS FANTASMÁTICOS

Autores

  • Matheus Tagé Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Palavras-chave:

Imagem-Fluxo, Retrato, Jornalismo, Fotografia

Resumo

Este artigo tem por objetivo discutir o processo de esvaziamento das imagens, e suas fragmentações estéticas no contemporâneo, de forma a criar uma contextualização para o que podemos chamar de imagens-fluxo. A discussão se faz a partir de uma construção histórica da imagem técnica, que propiciou a produção de uma alta espessura de representações das experiências de mundo, por meio da fotografia; e hoje, observamos sua ruptura simbólica enquanto elemento documental, um processo irreversível de esvaziamento. O retrato de Kate Middleton, editado e modificado digitalmente, é um objeto de análise crítica que ilustra esse conceito. Nesse sentido, a proposta que se coloca neste trabalho traz à tona dinâmicas que interpelam nosso sistema de decodificação e recepção das imagens do mundo – sujeitas à variadas formas de descontextualização semântica e estética.

Biografia do Autor

Matheus Tagé, Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Pós-doutor em Comunicação na Universidade Estadual Paulista – UNESP. Doutor em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Santos, Especialista em Imagem e Comunicação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Mestre em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. É professor de Comunicação e Design e coordenador dos cursos de Jornalismo, Mídias Sociais Digitais e Comunicação Digital do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Jornalista e colunista do Jornal A Tribuna de Santos.

Referências

BAITELLO JÚNIOR, Norval. A era da Iconofagia: Ensaios de Comunicação e Cultura. São Paulo: Hacker Editores, 2005.

BORGES, Maria Eliza Linhares. História & Fotografia. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011.

BUITONI, Dulcília. Fotografia e jornalismo: a informação pela imagem. São Paulo: Saraiva, 2011.

BURKE, Peter. Testemunha ocular: o uso das imagens como evidência histórica. São Paulo: Editora Unesp, 2017.

CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. São Paulo: Zahar, 2003.

DIDI-HUBERMAN, Georges. O que vemos, o que nos olha. São Paulo: Editora 34, 1998. DEBORD. Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2017.

FONTCUBERTA, Joan. A câmera de Pandora: a fotografi@ depois da fotografia. São Paulo: Ed. G. Gilli, 2012.

FONTCUBERTA, Joan. O beijo de Judas: Fotografia e verdade. São Paulo: Ed. G. Gilli, 2010.

MATHIAS, Ronaldo. Antropologia Visual. São Paulo: Nova Alexandria, 2016.

ROUILLÉ, André. “A fotografia na tormenta das imagens”. In DOBAL, Susana; GONÇALVES, Osmar (org.). Fotografia Contemporânea: fronteiras e transgressões. Brasília: Casa das Musas, 2013. pp. 17-36.

SOULAGES, François. Estética da Fotografia: Perda e permanência. São Paulo: Senac, 2010.

Downloads

Publicado

20-02-2026

Como Citar

Tagé M. (2026). IMAGENS-FLUXO ESVAZIAMENTOS E RETRATOS FANTASMÁTICOS. Revista Belas Artes, 45(2), 5–16. Recuperado de https://revistas.belasartes.br/revistabelasartes/article/view/709