O PODER DAS IMAGENS PARA A CRIAÇÃO DA IDENTIDADE BRASILEIRA: COMO A ARTE CONSOLIDOU VISÕES COLONIALISTAS E MOLDOU ESTEREÓTIPOS SOBRE O BRASIL

Autores

  • José Ronaldo Alonso Mathias Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
  • Victoria Lima de Carvalho Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Palavras-chave:

Identidade Brasileira, Colonialismo, Relatos de viajantes, Exposições universais

Resumo

Pode-se dizer que este trabalho contém dois momentos que se comunicam a partir de um fio condutor conceitual que os conecta: como as imagens forjam certo imaginário de uma sociedade, e como estas moldam estereótipos no modo como tal sociedade lê a si mesma. Neste sentido, apropriou-se para a elaboração desta pesquisa o conceito de imagem de Hans Belting. Assim, procurou explorar, no primeiro momento, as obras pictóricas de Hans Staden e, por conseguinte, as respectivas releituras de Théodore de Bry. Já no segundo momento, obras de Victor Meirelles e François Ambroise Gilbert entram em cena para corroborar a seguinte hipótese: independentemente do corte temporal de suas criações, todas produzem e reiteram um olhar, com seguinte um juízo estético colonial determinante na confecção do imaginário e da identidade brasileira sobre si mesma.

Biografia do Autor

José Ronaldo Alonso Mathias, Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Doutorado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) em 2006. Mestrado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC-SC) em 2001 e Graduação em Direito pela Presidente Antônio Carlos (UNIPAC-MG) em 1995. Pesquisador e Colaborador da Universidade de São Paulo FFLCH-USP (2019 a 2021). Em 2002, foi contratado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo como professor titular da Graduação nas disciplinas Antropologia, Direitos Humanos e História da Arte.

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Publicado

04-08-2025

Como Citar

Mathias, J. R. A., & Carvalho, V. L. de. (2025). O PODER DAS IMAGENS PARA A CRIAÇÃO DA IDENTIDADE BRASILEIRA: COMO A ARTE CONSOLIDOU VISÕES COLONIALISTAS E MOLDOU ESTEREÓTIPOS SOBRE O BRASIL. Revista Belas Artes, 38(1), 101–123. Recuperado de https://revistas.belasartes.br/revistabelasartes/article/view/629