LABIRINTOS VISUAIS: A DIAGRAMAÇÃO COMO ESTRUTURA NARRATIVA

Autores

  • Bruno de Souza Gouveia Universidade de Marília
  • Guilherme Paranhos Paes Universidade Anhembi Morumbi
  • Mirtes Marins de Oliveira Universidade Anhembi Morumbi

DOI:

https://doi.org/10.62507/a21.v25i2.669

Palavras-chave:

Casa de Folhas, design editorial, diagramação, narrativa ergódica, literatura experimental

Resumo

Este artigo investiga a diagramação como recurso narrativo na edição 2024 de Casa de Folhas, de Mark Z. Danielewski. A análise destaca como tipogra as variadas, cores e orientações textuais não convencionais transformam o livro em uma experiência ergódica, tornando o leitor coautor do significado. Discute‐se a subversão dos grids tradicionais, o uso do espaço em branco como “silêncio visual” e a fragmentação tipográ ca para re etir a complexidade psicológica dos personagens e intensificar o suspense. Argumenta‐se que, ao exigir interação física (girar, folhear em ângulos inusitados), o design editorial recria a desorientação labiríntica da narrativa. Conclui‐se que Casa de Folhas rede ne o papel do design gráfico, integrando forma e conteúdo de modo inseparável e evidenciando seu potencial narrativo em obras experimentais.

Biografia do Autor

Guilherme Paranhos Paes, Universidade Anhembi Morumbi

Mestre pela Universidade Anhembi Morumbi

Mirtes Marins de Oliveira, Universidade Anhembi Morumbi

Doutora pela PUC-SP e Coordenadora de pós-graduação na Universidade Anhembi Morumbi

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Publicado

25-12-2025

Como Citar

Gouveia, B. de S., Paes, G. P., & Oliveira, M. M. de. (2025). LABIRINTOS VISUAIS: A DIAGRAMAÇÃO COMO ESTRUTURA NARRATIVA. Arte 21, 25(2), 14–27. https://doi.org/10.62507/a21.v25i2.669